terça-feira, 2 de abril de 2013

Só 3 tarefas

Quando tenho tarefas para cumprir durante o dia, eu tenho que me organizar deixando bem claros quais são os meus objectivos. Se não o fizer, o dia passa e acabo por não fazer nada de jeito (a sensação depois é péssima).

Para isso eu achava que precisava deixar estipuladas as actividades por horas.
Por exemplo, sabendo que no dia seguinte precisava de tempo para cumprir com pelo menos um objectivo inadiável, eu estabelecia horários: 9h - 10h Rotina da manhã / 10h Começar a trabalhar em X / 12h Fazer Almoço-Almoçar / 13h Voltar a trabalhar / 17h Compromisso Y / etc...

Muitas das vezes resultava, mas na maioria não conseguia cumprir com tudo.
Primeiro comecei a achar que não estava a dar-me tempo suficiente para fazer as coisas e comecei a alargar o horário, dando tempo para pequenos imprevistos ou impasses entre actividades. O resultado foi o mesmo ou pior. Mais de metade das vezes terminava as tarefas muito tempo depois do previsto ou simplesmente tinham de ficar para o dia seguinte e a frustração aumentava.
Dava por mim a despender mais energia em querer controlar e cumprir os horários do que nas tarefas que precisavam ser feitas. 

Comecei a esquecer os horários, mas também não conseguia trabalhar sem um guia. Então experimentei as listas de tarefas organizadas de forma simples.
Faço uma lista com as 3 tarefas realmente importantes. São só 3 e sei que tenho MESMO que as cumprir. (Obviamente se forem tarefas muito curtas podem aumentar a fasquia. Ou aproveitem para passear e relaxar).
Se precisar, anoto mais 2 ou 3 tarefas mais simples e não urgentes, só em jeito de apontamento para não me esquecer.

Tudo isto sem horários estabelecidos (só quando o compromisso o exige), excepto a hora de me levantar, mas nada demasiado rígido para que não me deixe frustrada por afinal ter saído da cama 30 minutos depois do previsto e alterar todo o horário das actividades seguintes.

Ontem tinha estabelecidos:
- 2 compromissos a fazer fora de casa +
- 1 de trabalho académico, em casa.

Só isto, e sem horários. Estava livre para cumpri-los na ordem que me apetecesse no momento que me desse vontade. E cumpri todos! E ainda aqueles que tinha deixado como pequenos apontamentos e que não eram urgentes mas ficaram já feitos.

É muito melhor assim, sinto-me muito mais livre e menos stressada.
Alguém usa outro método?


quarta-feira, 27 de março de 2013

Não comes carne? Então comes o QUÊ?!

Faz hoje 5 meses que deixei de comer carne e continuo com a mesma ideia de que se sentir necessidade de voltar a comer carne, irei comer. E continuo a não sentir necessidade de me tornar vegetariana, apesar de comer peixe poucas vezes.

Não senti até ao momento qualquer problema de saúde (a duvida de muitas pessoas, quando querem parar de comer carne ou tornarem-se vegetarianas), nem nenhum outro obstáculo de maior, a não ser mesmo a ignorância das pessoas.

Há uns tempos a Rita desabafava no facebook, que sentia que as pessoas a olhavam de lado quando ela dizia que se tornara vegetariana. Eu identifiquei-me com tal desabafo e vou mais longe, afirmando que algumas pessoas parecem olhar para essa opção com ar de nojo! Sabem aquele levantar do lábio superior e torcer de nariz, como se tivessem cheirado cocó? É mais ou menos isso.
Eu digo: Não como carne! - e pumba, cheira logo a cocó!


É difícil para mim compreender esse tipo de reacção porque eu sempre fui muito curiosa em relação a estilos de vida diferentes e à possibilidade de experimentar novas comidas e sabores. 
Eu não me importo nada que me façam perguntas. Aliás, acho saudável que as pessoas olhem para o que não conhecem com curiosidade e por isso questionem. Mas o que me deixa estupefacta é a quantidade de perguntas e observações sem nexo algum. 

Para começar, a maioria das pessoas parece não entender a simples distinção entre uma alimentação em que se exclui unicamente a carne, e uma alimentação vegetariana. Na maioria das vezes, assim que digo que não como carne (e mesmo depois de explicar isso muitas vezes e devagarinho), sou catalogada como vegetariana.
A partir daí tudo lhes parece um bicho de sete cabeças, seguindo-se a pergunta mais "duh" de todas: "Então mas se não comes carne, comes o que?!" - Oi? Como assim, como o quê? A alimentação baseia-se só em carne? Cada vez estou mais crente que as pessoas andam a comer carne demais. Há todo um mundo de alimentos e eu tento ao máximo comer um pouco de todos, excluindo apenas a carne, e acham que eu não tenho mais nada para comer?
Por essa ordem de ideias, coitados dos vegetarianos, ou pior do vegans.

Sinto até que indirectamente, ao ter excluído a carne da minha alimentação, isso me levou a comer de uma forma mais saudável.
Antes, eu praticamente não comia fruta e não sentia absolutamente vontade nenhuma de o fazer. No entanto, nestes últimos meses tenho comido mais fruta que nos últimos anos. A fruta agora sabe-me bem e eu não entendo exactamente porque é que isso só acontece agora. O mesmo se tem passado com a maioria dos legumes. Eu não ligava nenhuma a legumes fossem eles quais fossem e agora parece que não consigo fazer uma alimentação sem que os legumes estejam presentes. Alguns nem nunca tinha provado antes!

Para tornar tudo mais divertido, deixo aqui este video que na minha opinião traduz muito bem tudo aquilo que quero dizer, e do qual me lembro sempre que me perguntam: "Não comes carne? Ah, mas não te preocupes, temos frango!"


o tema começa a partir dos 1:20






quinta-feira, 21 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Destralhar a roupa: Balanço

Faz praticamente 5 meses que fiz este "destralhamento" ao meu roupeiro. 

Nestes 5 meses comprei apenas 3 peças de roupa (duas t-shirts de Verão básicas e uma camisola grossa, de Inverno), um par de botas castanhas e uma mala castanha (que substituiu a antiga, que estava gasta e já muito feia).

Sei que preciso comprar mais uma ou duas camisolas de Inverno, para substituir duas que deixei no armário em "modo teste", pois não tinha a certeza se as iria usar.
Passaram-se estes meses todos e ainda não as usei (ou porque não me sinto bem quando tento vesti-las, ou porque não combinam com as outras peças). É a prova que não preciso delas! Portanto serão substituídas assim que encontrar as peças perfeitas.

Não tenho sentido necessidade de comprar roupa ou acessórios para me sentir bem, como acontecia antigamente.
Tornou-se mais fácil também saber o que preciso quando vou às compras, porque conheço aquilo que tenho no roupeiro e assim não gasto dinheiro, nem entupo o armário desnecessariamente.

Vive-se bem assim, leve. Sem stress de cada vez que abro e já não me deparo com a roupa aos montes.



A Ana, fez um post sobre o seu Projecto 333, um desafio a que se propôs para usar apenas 33 peças de roupa durante 3 meses e tirar conclusões.
Ela faz um balanço da experiência «aqui» e acho que vale a pena ler. Acho um desafio super interessante e dos vários testemunhos que li sobre este tipo de desafios, todas as pessoas ficam surpreendidas com a mais valia de "viver com menos".

segunda-feira, 4 de março de 2013

Impacto Zero

Há muito tempo que não comprava um livro. Tento ao máximo ler em formato digital, e só o comprei porque não consegui o ebook em português. 

No entanto, o primeiro capitulo está disponível online e foi depois de o ler que fiquei com vontade de ler o resto.

O livro é escrito por Colin Beavan, um homem que decide viver durante um ano sem causar impacto no meio ambiente. Ele não se limita a reduzir o seu impacto, ele pretende mesmo viver a vida sem produzir lixo, sem poluir a água, sem usar elevadores ou meios de transporte poluentes, sem consumir produtos embalados, etc.
A ideia não é fazer qualquer tipo de lavagem cerebral, é a apenas dar a conhecer e perceber se é possível ou não, reduzir significativamente o nosso impacto no meio ambiente e quais as suas implicações.


Ainda não vou a meio, mas já posso dizer que é bastante inspirador e motivante. Recomendo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O peso dos outros e a nossa culpa

As pessoas à nossa volta exigem-nos coisas a toda a hora (pais, amigos, vizinhos, chefes), e cabe-nos a nós decidir se queremos aceitar essas exigências ou não. 
Parece simples, não é? Mas não é!

É habitual sentirem-se culpados porque alguém exigiu de vocês algo que não são ou não fizeram? Do género: o pai que compara o filho com o vizinho que é sempre mais bem comportado, tem sempre melhores notas e é basicamente uma jóia de moço, o chefe que está sempre lá implacável, para apontar o dedo a tudo o que fazem menos bem, ou a senhora da loja que coloca em nós a culpa de algo que ela não quer assumir.
Pois é, se sim, sabem o quanto isso é irritante, desmotivante e destrutivo. 

Sempre que isso acontece, há uma tendência errada para assumirmos a culpa. Sentimo-nos incompetentes, a auto-estima diminui, pomos em causa as nossa capacidades e olhando apenas para o nosso umbigo perguntamo-nos: "o que é que eu faço de errado?", "porque é que ele me fala assim?" ou "porque é que ela não gosta de mim?". 
A boa noticia, é que essa culpa é um peso que não é nosso. Então, vamos deixar de nos centrarmos em nós e em vez isso, observar o outro!

Quando nos apontam o dedo dessa forma, normalmente interpretamos isso como um ataque e automaticamente colocamo-nos na defesa. É automático, sem pensar.
Se pararmos para interpretar as razões que levam o outro a agir dessa forma, percebemos que aquelas acções não são um ataque mas sim uma forma de defesa.
Para conseguir ter percepção disso no momento em que a situação acontece, é imprescindível "estar no presente", é necessário estar-se bem conectado connosco e com o que se está a passar à nossa volta.

Nesses momentos, se conseguirmos observar o outro como se estivéssemos à distancia (como que a observar a personagem de um filme), podemos compreender que esses ataques não são mais do que defesas que resultam de uma fraqueza qualquer. Pode ser a frustração de uma mãe que usa o filho como extensão dela para realizar coisas que ela idealizou e não consegue alcançar, pode ser o chefe inseguro das suas capacidades que quer por no empregado a culpa da sua frustração, ou a empregada de loja que sabendo da sua incompetência/falta de atenção tenta disfarçar esse facto passando a "bata quente" à pessoa mais próxima. 

Em vez de nos perguntarmos "o que é que eu fiz de errado?" ou "porquê comigo?", passemos a perguntar-nos: "porque é que ele(a) me está a dizer isto?".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Viver no Presente

Viver no presente é o melhor presente que nos podemos dar. É a forma mais equilibrada de levar a vida. 
Viver no presente é viver em consciência - no AGORA - sem que a cabeça esteja constantemente a viajar no tempo, entre o passado e o futuro. 

Quantas vezes andamos em "piloto automático" e não nos lembramos de ter feito qualquer coisa há poucos minutos atrás? 
Deixamos a mente, que mente, divagar sobre aquilo que se passou ontem, sobre a discussão que tivemos a semana passada, ou uma situação menos alegre há anos atrás. Variando com pensamentos sobre aquilo que se vai passar amanhã na reunião, naquele evento importante daqui a um mês, ou no que estarei a fazer daqui a anos.  
Andar para trás e para a frente "mastigando" acontecimentos do passado e antecipando acontecimentos futuros, traz muita ansiedade e desequilíbrio. 
Esse desequilíbrio traz outras consequências, incluído os tão chatos ataques de pânico, pelos quais eu infelizmente (ou felizmente!) já passei.

Focar-nos no presente é um hábito que deve ser treinado. Não acontece de um momento para o outro. É uma aprendizagem na qual se vai evoluindo.

Para ajudar nesse treino existem várias ferramentas:
  • Meditação
    A meditação é provavelmente a ferramenta mais trabalhosa que refiro aqui.
    Algumas pessoas têm mais dificuldade em manterem-se concentradas e quietas durante algum tempo a trabalhar a mente. Requer paciência e amabilidade connosco, pois pode ser incomodo ao inicio e os resultados vão aparecendo com uma prática frequente.

    Ferramentas mais imediatas:

  • Respiração
    Esta é a minha preferida porque é perfeita, pois está SEMPRE connosco e tem efeitos imediatos.
    Toda  a nossa vida ouvimos alguém dizer: "calma, respira!". Eu achava que essa frase era um cliché, pois eu só pensava: "Respiro? Mas a respirar estou eu!".
    Esse conselho tem muita razão de ser, o problema é que a maioria de nós não sabe respirar.

    Com o stress diário, a agitação e a ansiedade, nós vamos ficando mais tensos, mais acelerados, ansiosos e por isso respiramos de acordo com esse estilo de vida. Respirações mais curtas, menos profundas e menos espaçadas. Ou seja, respiramos pelo peito. É o peito que "sobe e desce".
    Já observaram um bebé a respirar? Ou um animal quando dorme? Eles respiram profundamente, calmamente e pela barriga. É a barriga que se mexe, "sobe e desce".
    Respirar pela barriga é a forma correcta de respirar.

    Para ajudar neste exercício podemos colocar as mãos sobre a barriga, assim torna-se mais fácil perceber se estamos a respirar correctamente. Quando inspiramos é a barriga que se deve encher e não o peito, quando expiramos é a barriga que se deve esvaziar e não a zona do peito.
    Fazer este exercício calmamente, deitados, sentados ou de pé em qualquer lugar é uma boa forma de nos acalmarmos e nos focarmos no presente.
    Quando me sinto mais nervosa ou ansiosa uso-a. Às vezes antes de adormecer também gosto de fazer o exercício.

    Ouve a respiração, concentra-te nela. Respira calma e profundamente. Se começares a bocejar em poucos segundos é comum e bom sinal, estás a relaxar. É genial!

  • Observar o presente
    Sempre que sinto a mente a dispersar demasiado ou me sinto nervosa e ansiosa, uso perguntas básicas para me manter "aqui" e "agora". Respondo às perguntas e aceito a resposta seja ela qual for. Por exemplo:

    - Como está a temperatura do ambiente?
    Quente? Fresca? Amena? É bom? É mau? - Ok! 

    - Como está a luz?
    É natural? É artificial? É amarela? É azul? - Ok!

    - Como está o sabor dentro da minha boa?
    É doce? É amargo? Está seca? - Ok! 
    (esta é fantástica, porque na maioria das vezes que me faço esta pergunta tomo consciência que tenho a boca seca e preciso de água, e nem reparava!)

    - Que coisas posso observar à minha volta? 
    - Como sinto a minha respiração?
    - Qual a parte do corpo que sinto mais intensidade agora?

    Com perguntas simples como estas, é fácil focarmo-nos imediatamente no presente, estejamos em casa ou na rua.
    Acontece muitas vezes que ao fazer-me estas perguntas repare em coisas que estavam à minha frente e eu nem as estava a ver ou a sentir.

  • Scan do corpo
    Nós temos um corpo que é uma maquina maravilhosa, vivemos dentro dele toda a nossa vida mas não lhe ligamos nenhuma a maioria do tempo.
    Acontece-vos estarem aflitos para ir à casa de banho ou com fome, mas estão tão concentrados no trabalho que não ligam nenhuma aos sinais do corpo? Ele pede-vos que realizarem as vossas necessidades básicas e vocês ignoram? Imensas vezes, aposto.
    É por isso que é tão importante fazer várias pausas durante o dia, e fazer um scan ao nosso corpo. Ele é perfeito e avisa-nos de TUDO aquilo que precisa, o problema é que nós não temos o habito de o ouvir.

    Este exercício consiste em aliar a respiração correcta, à tomada de consciência do nosso corpo.
    Imaginem um scan que vai passando lentamente pelo corpo e analisando cada pedaço. (Se ajudar podem fechar os olhos). O scan pode começar pela cabeça. Conforme ele vai passando, nós vamos sentindo cada parte do corpo.
    É normal que durante o exercício, quando estamos focados numa parte do corpo, sintamos que ele nos responde - com espasmos, arrepios, sensação de formigueiro, qualquer coisa.

    É natural também que descubras por exemplo, que estás com ligeiras dores musculares nas pernas e nem te tinhas apercebido. Se assim for, é o teu corpo a pedir-te que sejas gentil com elas. Massaja-as por exemplo.

    O nosso corpo tem a resposta para TODAS as nossas perguntas. Todas! Sejam elas quais forem.
    Apetece-vos carne ou peixe?
    Parem. Escutem o corpo. Ele vai responder o que precisa, se de carne ou de peixe. Ou de nenhum!
    Doce ou salgado?
    Parem. Respirem (correctamente). Imaginem o alimento doce. Depois o salgado. O vosso corpo reagiu a algum? - salivaram ao pensar no doce? relaxaram ao imaginarem-se a comer o saldado? sentiram que o corpo rejeitava os dois? - Então tens a resposta, é disso que ele precisa.
    O mesmo serve para decidires qualquer outra coisa. Imagina as duas situações. Concentra-te e o teu corpo diz-te a qual reage melhor.

Aliar estas ferramentas ao exercício físico é perfeito. É fundamental gastar energia para que o corpo faça uma reciclagem e recarregue com uma nova. Quando não o fazemos, o corpo entra em desequilíbrio.

Estas são algumas das ferramentas que conheço e uso para me manter no presente. Conhecem mais? Partilhem. Eu adoro aprender ferramentas novas.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ommmm

Agora que os trabalhos académicos se foram e estou de férias, este é o mês escolhido para me dedicar com regularidade à pratica do Yoga. 
Decidi que seria assim, pois durante a época de entrega de trabalhos, nem sempre tenho tempo para praticar e eu gosto de fazê-lo de manhã cedo. Se acordo mais tarde ou se não me é possível fazê-lo de manhã, depois já não consigo. Parece que já não faz sentido, sei lá, não é a mesma coisa.
Já para não falar que deve ser praticado em jejum ou quando já tivermos comido há pelo menos 2 horas.

Continuo a usar os vídeos que deixei aqui há tempos, para me orientar. Bem como algumas imagens que considero bastante inspiradoras e me motivam. (O Pinterest é excelente nisso!)

random pictures of Yoga search, via Pinterest

É curioso saber como estas práticas (Yoga, Reiki, meditação, etc...) têm tanta influência na alimentação. A Rita revelou que tem sentido dificuldade em comer carne, desde que começou um curso de Reiki. E tal como ela, conheço mais pessoas que tiveram os mesmos sintomas. Parece que está tudo ligado, é incrível.
Nunca tinha feito essa ligação, mas foi na altura em que comecei a aprender e a treinar a minha respiração (há mais de 2 anos atrás) que comecei a interessar-me por alimentação vegetariana. Depois quando me concentrei mais na pratica de Yoga (há 4 meses), esta coincidiu com a altura em que deixei de conseguir comer carne. Interessante, não?

O que é certo é que quando começo os dias a praticar Yoga, mesmo que sejam só 10/15 minutos, sinto-me muito melhor. O dia corre melhor, sinto-me mais activa e saudável, física e mentalmente.


Por isso, agora vou ali pôr-me de "patas pro ar" e contorcer-me toda, para começar bem o dia. Com licença. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os filhos dos outros

Este é um tema que me dá floqueceras e comichões nervosas, e sabendo disto vou tentar não me estender demasiado. Desde já peço desculpa, mas tentarei ser o mais breve possível.


Nos últimos dias muitos pais revelaram-se indignados com um artigo publicado no jornal Expresso, que abordava o tema "crianças hiperactivas vs. crianças mal educadas". 
A interpretação que eu tirei do artigo (e digam-me se estou errada e porquê), é de que o jornalista aborda o facto de os pais terem cada vez mais atitudes passivas perante o mau comportamento dos filhos - preferindo dizer: "ai coitadinho tem um problema, sabe, é hiperactivo" - em vez se assumirem que nem sempre lhes apetece tirar o cú do sofá ou os olhos do iPad, para lhe dar acompanhamento e amenizar as frustrações da criança. A par disso, não se importam de administrar medicamentos ao filho, até porque lhes dá mais jeito e menos trabalho. 
Mas para muitos pais, o mesmo artigo, não teve a mesma interpretação. Houve pais que não gostaram e saíram logo a defender-se dizendo que o senhor jornalista só diz isso porque não tem filhos (que ao que parece, até tem), que não podem trancar os miúdos em casa nem amordaça-los, e que se as crianças correm, brincam e gritam é porque são saudáveis e assim é que se quer.

Eu concordo totalmente com o artigo, e fico feliz que hajam pais que consigam pôr de lado essa necessidade cega de defender os filhos, abordando um tema que na minha opinião é preocupante.
Mas depois vêm-me dizer também a mim: "Só dizes isso porque não tens filhos. Porque se tivesses sabias o que era ter que levar com as birras todos os dias, sem descanso"
Pois é, eu não tenho filhos e não sei como é aturar essas birras todo o santo dia. Mas é isso mesmo, eu não tenho filhos porque não quero assumir essa responsabilidade de ter que os educar/aturar 24 horas por dia. Boa? E é por estas mesmas razões também, que eu digo que as pessoas não param para pensar se os querem ter. Têm-nos porque... "ora... porque é assim a vida, e toda a gente os tem, mas custa muito e eu nem sempre tenho paciência". Enfim, mas este é um outro assunto que também dava pano para mangas e agora não vem ao caso.

Considero este assunto preocupante, e a forma como é tratado por muitos pais, revolta-me. 
Por exemplo, o meu namorado trabalha numa empresa que vende serviços de televisão, internet, etc., e contou-me que estes dias recebeu a reclamação de uma cliente que tinha ficado sem emissão de televisão (por culpa dela) e não aceitava ficar sem a emissão até ao dia seguinte. 
Pelo que o meu namorado me conta, este é um comportamento muito recorrente e as pessoas não aceitam ficar sem os serviços (mesmo que seja por culpa delas) não é porque estão a pagar, é mesmo porque dizem que não conseguem viver sem esses mesmos serviços.
Continuando, essa cliente reclamava que não admitia ficar sem televisão porque tinha duas crianças em casa, e perguntava: "você sabe o que é ter duas crianças em casa e não ter televisão? O que é que eu paço agora?". 
Oi? Então para ter duas crianças em casa, tem que haver televisão? Senão o quê, morrem? Não têm mais nada com que se entreter, ou a mãe não quer estar com elas e educá-las e por isso deixa que a TV tome conta delas? 
Onde nós chegámos!

Há uns dias lia também num blogue, um desabafo de uma mãe indignadíssima com o serviço de TV por cabo, porque este admitia ter canais como AXN que passavam filmes violentos durante a tarde. E que os filhos dela de 6 e 7 anos, QUASE viram uma cena de extrema violência e - palavras dela - "eu nem quero imaginar se os meus filhos tivessem visto aquelas imagens!".
A sério? É o serviço de TV por cabo que tem culpa? As crianças são de porcelana, ou querem que elas vivam numa redoma? Querem controlá-las, ou melhor, que os outros controlem tudo o que vêem?
Hello!! a violência existe em todo o lado e faz parte da vida, quer queiramos ou não. Não estou a querer dizer que as crianças devem ver filmes violentos, muito pelo contrário, mas usar expressões como "ainda bem que cheguei a tempo, porque eu nem quero imaginar se elas vissem..."? Não cabe aos pais, sempre que estas coisas acontecem, e vão acontecer quer queiram ou não, explicar aos filhos o que é que determinadas imagens que podem ou não ser perturbadoras, querem dizer?


Enfim, andamos todos muito indignados, mas com as coisas erradas. Quer-se mais humildade e consciência.
Espero que quando for mãe, se o for, não desça em mim esta estupidez que cega os pais e faz dos filhos os lideres lá em casa. 
Lá em casa, no restaurante, no café, na esplanada, no consultório, na praia, na casa do vizinho, na escola...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Está quase

Está quase quase quase... a chegar este dia.


A partir de amanhã sou uma mulher livre de trabalhos académicos. *Uff*

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Neurose

Tenho andado completamente away! Os trabalhos de mestrado acumulam-se todos para a mesma altura e não tenho tempo nem para me coçar.

Há quase uma semana que ando completamente adormecida para a vida, por causa dos trabalhos, sendo um deles esta curta-metragem que tanto trabalho me deu, mas também muito prazer.

Partilho aqui:



Na segunda semana de Fevereiro conto estar de volta à vida!
Até lá.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Risotto de Beterraba


Esta é a segunda vez que partilho aqui uma receita de risotto. Mas desta vez, é uma receita inteiramente retirada de um blogue pelo qual me apaixonei recentemente: "Le Passe Vite".

Podem ver a receita «aqui» e já agora muitas outras, porque o blogue é de salivar e chorar por mais.
Apaixonei-me por esta mal a vi, pois junta duas coisas que adoro: Risotto & Beterraba!

Adicionei-lhe uns pequenos pormenores de ingredientes extra, como o queijo ralado, por exemplo. Mas apenas isso, pequenos pormenores.

Não tem bom aspecto? O sabor é melhor ainda.





Experimentem e depois contem-me o resultado.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Leave Pepa Alone

Antes de mais, quero pedir desculpa a todos os cibernautas por estar a usar esta ferramenta de comunicação tão útil, para abordar um tema que por si só já conseguiu enjoar meio país em meio dia.

Pedido de desculpas feito. Pedido de desculpas aceite.

De repente, toda a gente se incomodou com o facto de o maior desejo da Pepa para o ano 2013, ser tipo m’amala Chanel que tipo fica bem com tipo tudo!
Acho supé normal este desejo, porque afinal de contas a miúda até é poupadinha. Se tiver m’amala que fica tipo bem com tipo tudo, já não precisa tipo de comprar mais. Duh!

Não percebo esta indignação repentina, quando nas centenas de blogues de moda portugueses, se proferem pérolas destas TODOS os dias, a TODA a hora.
Será que a maioria das pessoas nunca tinha lido um desses blogues da moda? Eu até percebo que não leiam assiduamente, a menos que queriam morrer estúpidos em pouco tempo, mas sei lá, por curiosidade. Não?

De qualquer forma, se as outras podem, porque é que a Pepa não pode? Ora.

Pepa q’ração, se me estás a ouvir, I’m on your side, girl!



Agora vou só ali continuar a trabalhar para o meu mestrado, que por acaso até acho que é o mesmo que a Pepa diz sentir-se tipo aliviada, por tipo ter terminado.

Porque afinal de contas, eu também quero sentir-me assim como a Pepa, tipo aliviada. E quem sabe, depois disso, também eu desejar para o ano 2014 ou 2015 ter tipo... m'amala Chanel!

Com licença.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O porquê de se ser vegetariano

Para quem não sabe, o vegetarianismo e o veganismo é muitas vezes abordado no minimalismo. Uma vez que estes hábitos alimentares são também muitas vezes adoptados por aqueles que fazem do minimalismo um estilo de vida.

Este video aborda de forma simples e rápida, algumas inquietações de que falei há uns dias sobre o consumo de carne, e o facto de a ter deixado de comer. 
Quem estiver interessado no tema, vale a pena: