domingo, 20 de fevereiro de 2011

Foi mais ou menos assim

Apaixonei-me pelo perfeito! O senhor perfeito. Tudo perfeito.
A vida perfeita, as ideias perfeitas, a combinação perfeita, a família perfeita! A casa, o carro, o cão, o gato... perfeitos! E eu que detesto o perfeito...

A paixão é uma puta e trás sempre o medo.
Assim, senti a necessidade de ser perfeita. Precisava ser perfeita. Só combinava se fosse perfeita (Mentira, combinava muitas vezes sem precisar de ser perfeita.). Precisava ter a vida perfeita, as ideias perfeitas, a família perfeita! A casa, o carro, o cão, o gato... perfeitos também!
Tinha medo de não ser perfeita porque sabia que não era. Não sou.
Tinha medo de arriscar e não ser perfeita. Tinha medo. O medo é um grande filho da puta!

Na altura não consegui ver isto. Ou não quis ver!
Estava exausta.

Agora, sei que o meu esforço por parecer perfeita (não fugindo exactamente ao que sou!), tornou tudo impossível.
Contive-me algumas vezes. Camuflei sentimentos. Fiz-me de forte quando por dentro me rasgava! E afinal... ele nem era perfeito. Porque ninguém o é.

Foi mais ou menos assim.

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