quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ou então... não!

Há quem diga que nesta vida só vivemos um grande amor.
Se assim é, sinto-me sortuda pois para além de ser a melhor sensação do mundo, sei que há gente sem capacidade para sentir o mesmo, uma única vez em toda a sua vida.

Apaixonei-me perdidamente aos 18 anos. Fui totalmente correspondida e tudo se desenrolou da forma mais natural possível, desde o primeiro minuto. Pode-se dizer que foi o meu primeiro namorado (digo, a sério!).
Tudo era simples, tudo era fácil, simplesmente acontecia. Um dia sem nos vermos era vivido pelos dois, como uma tortura. Não havia reservas, verbalizávamos tudo o que sentíamos sem qualquer necessidade de camuflar sentimentos.
Houve desde o inicio imensa cumplicidade, imensa vontade de nos descobrirmos. Enfim, o que é esperado (acho eu).

Como tudo na vida, teve um fim. Três anos e meio depois, deixou de fazer sentido.
Hoje não faz sentido algum!

Nunca mais voltei a viver nada assim.
Voltei a apaixonar-me muitas vezes, mas não com a mesma intensidade e naturalidade.
Voltei (uma vez), a sentir-me preparada e a achar que iria viver tudo aquilo de novo, mas não fui correspondida.

Hoje tenho saudades. Não sinto a falta dessa pessoa, de todo, mas tenho saudades daquele sentimento e dos momentos inesquecíveis que passámos.
Hoje não nos falamos com regularidade, mas descobri recentemente que ele também não se esqueceu de quão forte foi aquilo que vivemos, e do significado que teve. Fiquei feliz.

Sei que nunca mais vou viver a mesma coisa. O que quer que surja, será sempre diferente, mas às vezes tenho fé que possa ser tão bom ou melhor.

Ou então... bem, ou então não!

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