quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Home Alone


Chegar do trabalho/faculdade/whatever, e não ter ninguém em casa é para mim do mais orgasmico que há!
Adoro colocar a chave na porta, entrar em casa e perceber que a tenho só para mim. É um presente. Um alívio.
Só eu e o silêncio. Ou só eu e a minha música. Só eu e o meu ritmo. Sem ninguém a fazer perguntas desnecessárias (tipo: "Então já chegaste?!")
Há uma liberdade para fazer o que quero, ao ritmo que quero, sem ter que fazer conversa fiada, sem ter que ouvir nada que não deseje. Dá-me tempo para conectar comigo, respirar fundo, relaxar, andar nua pela casa (quando eu falo de liberdade, falo em pormenores tão básicos como este!).

Estou numa fase em que sinto que preciso do meu espaço quase como pão para a boca.
Vá, se calhar exagero um pouco. Acho que esta necessidade deve ser como a daquelas pessoas que querem muito ter um carro porque sentem que as liberta (e liberta sem duvida.).

Bastavam-me ali umas duas horinhas para me acalmar. Tomar um banho, ouvir uma musica, olhar em volta, sentar no sofá, ver assuntos pendentes, ler... et voilà,  podem moer-me o juizo outra vez. (Não muito que eu agradeço.)

Pena que esta visão do paraiso seja tão rara!

1 comentário:

  1. Tens razão! Eu percebo-te. Não actualmente (por razões que já deves calcular, o que menos gosto nestes últimos dias é ter de ficar sozinha) mas houve uma altura em que eu chegava a casa e queria estar sozinha e estava sempre alguám... chegava a irritar-me um pouco. Cheguei mesmo a não ir com os meus pais e irmã à Jardia para poder ficar sozinha em casa :P

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